O que a Tupperware tem para ensinar sobre mídia social?

21 Fev , 2017 Sem categoria

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Fundada em 1948 por Earl Tupper, a Tupperware inaugurou a era do marketing em mídias sociais muito antes da invenção do computador pessoal, da internet e do smartphone. As “Tupperware parties” eram o equivalente no mundo atual aos grupos e páginas do Facebook ou aos influenciadores do Twitter e Instagram. Nestas festas, promovidas sempre por uma popular dona de casa, várias amigas e conhecidas compareciam para bater papo, comer quitutes e de quebra conhecer os produtos da Tupperware.
Enquanto muitos profissionais de marketing ainda hoje desenvolvem projetos de mídia social com a cabeça em mídia de massa (fazendo cinema com cabeça de diretor de teatro, como costumamos dizer na E.life), a diretora de marketing da Tupperware, Brownie Wise, já nos anos 50 tinha percebido o valor do marketing distribuído e a relevância dos chamados micro-influencers.
Além de recrutar as donas de casas mais influentes em sua região, Brownie, ela própria uma mulher muito comunicativa e influente, premiava as que tinham melhor desempenho, promovendo festas Tupperware exclusivas e as convidando para uma tarde de muita diversão, troca de experiências, comidas e bebidas. Eram as chamadas “jubilee parties” que existem até hoje.
O modelo deu certo e os anos 50 viram a Tupperware ganhar popularidade em todos os EUA, e a partir dos anos 60 expandir-se internacionalmente, estando presente hoje em cerca de 100 países, segundo a Wikipedia.
Ao longo dos anos, muitas outras marcas adaptaram esse modelo de promoção e venda direta: a Avon, a Natura no Brasil, mais recentemente o Clube do Livro da apresentadora de TV Oprah e a loja de vinhos WineShop at Home, para citar alguns exemplos.
O segredo do sucesso de todas essas iniciativas é um só: alavancar a comunicação, o marketing e as vendas de produtos utilizando as redes das pessoas influentes de um determinado segmento. Mas diferente de uma abordagem focada apenas em celebridades e super-influenciadores, neste método a marca procura a chamada “cauda longa” dos consumidores e estabelece um relacionamento de longo prazo com centenas ou até milhares de influenciadores.
Para isto, três elementos-chave são necessários: encontrar e classificar os influenciadores (descoberta), engajá-los em atividades ao redor da marca (ativação) e finalmente recompensá-los por seus esforços (incentivo). Encerrado esse primeiro ciclo completo, é hora de fazer uma avaliação dos resultados e colher aprendizados. Algumas das perguntas que precisam ser respondidas:
• Qual foi o total geral de acordo com os KPIs previamente definidos (alcance, engajamento, vendas, etc)?
• Quais mensagens e incentivos tiveram melhor aceitação?
• Quais os influenciadores que mais se engajaram ou que foram mais receptivos? E dentre eles, quais geraram mais resultados?
Após essa avaliação, retorna o processo ao início: mantendo o contato com o grupo inicial que segue interessado e expandindo a busca por novos consumidores que possam potencialmente vir a se juntar ao grupo. A visão de longo prazo é ter centenas ou mesmo milhares de pessoas que formem um grande exército de evangelizadores para a sua marca.

Publicado por Barbara Dias
Veja artigo na íntegra: http://elife.com.br/index.php/2016/11/23/o-que-a-tupperware-tem-para-ensinar-sobre-midia-social/

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